Bullying

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Com o regresso às aulas, queremos alertar-vos para um problema que infelizmente é muito comum.

Hoje vamos falar sobre Bullying, especialmente nas escolas, e sobre como podemos contornar isso. Queres descobrir mais? Então continua a ler.

Nota Importante: Não somos especialistas nem formados em nenhuma área relacionada com o tema. Estamos a dar apenas a nossa opinião com base nos dados que temos disponíveis. Se testemunhares algum caso de bullying, descriminação ou outro qualquer ato que prejudique outra pessoa, procura algum responsável ou um adulto e se fores vitima de algum destes “ataques”, procura ajuda de um profissional como por exemplo, psicólogo ou em casos mais extremos, as autoridades.

O que é bullying?

Bullying é um conjunto de agressões repetitivas, que são feitas com a intenção de magoar física, psicológica e/ou verbalmente alguém, e pode ser feito por uma pessoa ou por um grupo delas.

Muitas das vezes, ele é motivado por diferenças de raças, sexo, orientação sexual, religião, aspeto, etc., e os mais afetados, por norma, são as crianças e os adolescentes, mas até mesmo os adultos também podem sofrer deste problema. O objetivo do agressor é mesmo assustar, magoar, humilhar e intimidar a vítima e muitas das vezes, as consequências arrastam-se para o resto da vida, sejam físicas ou psicológicas.

Agressor e Vítima

Em muitos dos casos o agredido, ou seja, a vítima, não tem como se defender e isso causa um desequilíbrio de poder entre o agressor e a vítima.

  • Agressor – Na teoria, é mais forte ou está em vantagem numérica perante a vítima, por exemplo, um grupo de colegas de turma contra apenas uma pessoa.
  • Vítima – A vítima por norma tem alguma característica que a pode tornar mais vulnerável como insegurança ou timidez, e que fisicamente não se enquadre nos padrões que são impostos pela sociedade. Ou seja, pessoas muito baixas, muito altas, muito magras, com excesso de peso, por usarem óculos, etc..

Tipos de Bullying

Como sabes, existem diferentes tipos de bullying mas existem pontos comuns entre todos, para além do mesmo objetivo final, também tem em comum as provocações contínuas, a vitimização e a marginalização

  • Bullying Verbal – Agressões à integridade psicológica, através de gestos ou palavras
  • Bullying Físico – Agressão à integridade física, através de ameaças de violência e agressões físicas.
  • Bullying Sexual – Qualquer ato ou contacto sexual, tentativas ou comentários sexuais indesejados.
  • Bullying Homofóbico – Quando a agressão é motivada por diferenças de orientação sexual ou identidade de género
  • Bullying Racial/Relacional – Este tipo está relacionado com a etnia, religião ou outra diferença social
  • Cyberbullying – Bullying virtual através de meios de comunicação online, como redes sociais.

Bullying nas escolas

Com o regresso às aulas, quisemos trazer-te um assunto que infelizmente está também presente em ambientes escolares.

Ele pode acontecer em vários momentos da nossa vida e em diferentes contextos, mas o local onde mais acontece, é na escola. Talvez por ser o sítio onde os jovens passam maior parte do seu tempo e interajam com mais pessoas. Também se vê muito que as escolas são espaços onde as pessoas recriam “reflexos” da sociedade, e maior parte do tempo, reflexos negativos.

São nas escolas que os padrões de beleza e os comportamentos que a sociedade impõe aparecem quase como obrigações. Ou seja, criam um tipo de pessoa “perfeita” e quem não estiver dentro dos padrões, é considerado inferior. Normalmente o bullying está mais presente na fase entre os 7 e os 23 anos, principalmente por ser a fase ou muita gente ainda está a passar por mudanças físicas e a descobrir-se.

Nestas situações, o agressor por norma tem um bom grau de popularidade na escola, o que o leva a considerar-se superior a todos os outros e que o faça sentir que tem o direito de maltratar outras pessoas.

Consequências

Claro que este tipo de ação por parte do agressor, pode trazer tanto problemas físicos como psicológicos, e alguns até são irreversíveis para a vítima. Sintomas como:

  • Isolamento social
  • Baixo rendimento escolar
  • Baixa autoestima
  • Falta de autoconfiança
  • Depressão
  • Ansiedade
  • Pânico
  • Distúrbios psíquicos
  • Suicídio

É normal quem sofre ou já sofreu de bullying ficarem com traumas, e se não forem tratados, eventualmente vão se manifestar numa fase mais avançada da vida, por exemplo, se fores jovem, pode manifestar-se na fase adulta.

Sinais a que devemos ter em atenção:

Muitas das vezes as crianças não se sentem confortáveis em falar ou por medo não o fazem, mas existem sinais comportamentais a que devemos estar atentos porque podem traduzir que elas estão a sofrer de bullying. Sinais como:

  • Recusar ir à escola
  • Humor instável
  • Maior irritabilidade
  • Baixa autoestima
  • Medo ou timidez em demasia
  • Alterações de sono/apetite
  • Dificuldades na aprendizagem

É muito importante estarmos atentos a estes sinais, seja em casa ou na escola, porque eles podem refletir que algo não está bem na vida da criança, que algo se passa, e é importante identificarmos o que é o mais cedo possível.

Como devemos agir?

Se suspeitas que alguém é vítima de bullying, deves tomar medidas para tentar ajudar a resolver o problema forma possível. Como? Vamos deixar-te algumas dicas:

  • Incentivar a pessoa a falar e a partilhar os seus problemas, mas atenção, sem insistires demasiado. Mostra que estás recetivo a ouvi-la e aos seus problemas e evita ao máximo criticar ou julgar.
  • Aconselhar a vítima a a evitar o agressor e a procurar ajuda de adultos
  • Falar do assunto à escola, ou se for noutro local, avisar algum responsável
  • se for necessário, recorre a um profissional de saúde para evitar ao máximo que a situação tenha consequências psicológicas e não só

Linhas de Apoio

Se tens algum familiar, amigo, conhecido ou até mesmo aleguem que vejas que está a passar por um momento desses, ou então se és tu que estás a passar por um problema desses, vamos deixar-te aqui alguns contactos de organizações com quem podes falar para pedir ajuda:

  • APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima)
  • Associação Tudo Vai Melhorar
  • Stopbullying
  • STOMP out Bullying

Bullying

Sabemos que por vezes ignorar é a resposta mais fácil. Outras vezes, temos medo de defender a vítima e o agressor virar-se contra nós. Por mais difícil que seja, escolham sempre o caminho da empatia. Compreender que a vítima precisa da vossa+ ajuda, e de todos que a rodeiam, mas que o agressor provavelmente precisa também. Comportamentos agressivos, normalmente, estão associados à forma de reação do agressor a problemas pessoais que está a passar. Lembrem-se que nunca sabemos o que está a acontecer na vida de outra pessoa. O importante é alertar para que a situação não se volte a repetir.

É uma responsabilidade de todos reconhecer o problema, identificá-lo, ter coragem de o denunciar e ter a força de o combater. Diz não ao Bullying!

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